sábado, 15 de novembro de 2008

A origem do pão

Hoje foi realizada em São Paulo uma espécie de biblioteca ao ar livre. Crianças e adultos se reuniram em vários locais da cidade a fim de praticar a leitura. Os livros foram doados por pessoas comuns, como eu e você, e fizeram toda a diferença no dia de hoje. Ah sim, lembrando que os interessados podem doar livros quando quiserem, seja pra escolas ou para eventos como esse de São Paulo.
O brasileiro lê em média dois livros por ano. Esses dias tive que ouvir de um amigo o seguinte: "O povo não lê. Nós, universitários, temos de aumentar essa média porque isso é uma vergonha." É triste saber disso, mas é a mais pura verdade. Não sei exatamente o motivo dessa falta de curiosidade. Não se pode jogar a culpa só no governo ou só nos professores. Ninguém consegue ensinar algo a quem não quer aprender. O interesse deve partir de cada um. Os jornalistas estão preocupados. Ninguém mais sabe o que fazer para prender a atenção dos jovens. Ok, temos coisas teoricamente mais divertidas pra fazer, mas isso não nos permite esquecer do mundo.
Na primeira parte de A Imprensa discute a Imprensa, realizada pelo Correio Braziliense em parceiria com outros meios de comunicação respeitados, esse assunto foi colocado em cheque. Como fazer para despertar o interesse dos jovens sobre a leitura? Acho que eles não têm muito o que fazer. Todos os tipos de leituras estão aí, ao nosso alcance. Por alguma coisa devemos nos interessar, NÃO É POSSÍVEL!
Em todo caso, o que me chamou muito a atenção foi a frase dita por uma senhora de mais de 80 anos hoje, nessa biblioteca ao ar livre. "O problema é que as pessoas ainda não entenderam que o pão vem do livro", disse ela. Acredito na profundidade dessa frase. Não se trata apenas de pão como alimento, mas como maneira de abrir a mente, de saber em que mundo vivemos e como ele funciona de verdade. E vamos frequentar as bibliotecas fazendo delas uma parte (distante) da nossa casa!
- Carla Fiacadori

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Gordinho se livra do xadrez pelo excesso de peso

Tá bom vai, estou sendo boazinha, ele não é apenas gordinho. Big Mike tem 205 quilos e devido ao peso extra se livrou da cadeia. Isso mesmo, pode acreditar! Será que agora é pré-requisito ter um peso mínimo para ser preso. Ô já pensou: os gordinhos agora vão chefiar o crime. As autoridades de uma prisão canadense se viram obrigadas a libertar, nesta semana, o traficante por ele ser muito grande para a cela. Segundo informações, Big Mike participava de uma gangue ligada ao tráfico de drogas. Detido em setembro de 2006, o Mike, então com 37 anos, foi condenado, pela justiça, em maio de 2008, a ficar cinco anos atrás das grades. O motivo de ele ser liberado: “O traficante não conseguia se acomodar na cadeira ou na cama de sua cela. Quando ele se deitava para dormir, por exemplo, uma grande parte do corpo ficava para fora do colchão”, relata um site. Pior de tudo é que agora nenhuma prisão quer aceita-lo. Que preconceito, gente! Por que não proporcionar condições dignas para o detendo? Só porque ele é gordinho? Isso não se justifica. Como disse anteriormente, se for esse o caso, agora todo criminoso vai querer ser gordo pra sair por aí cometendo uma série de crimes. Tá, agora ele está livre e afirma já ter pagado pelo crime que cometeu. Será mesmo que ele já pagou?
-Joana Lamounier

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Procrastinarás conforme a música


Certo dia tava lendo o fotolog de um amigo e lá estava: procrastinação. Pensei logo em que diabos seria aquilo. Um remédio, doença, chingamento. Tudo, menos algo que sempre tive: o ato de procrastinar. Vamos lá, procrastinar é o diferimento ou adiamento de uma ação. Para a pessoa que está procrastinando, isso resulta em stress, sensação de culpa, perda de produtividade e vergonha em relação aos outros, por não cumprir com suas responsabilidades e compromissos. Meu amigo definiu como “a forma dos tímidos rebelarem-se. É como os covardes se recusam. É a dança dos preguiçosos, dos desacreditados, dos inseguros. Cujo ritmo é muito difícil de desaprender, mas é terrivelmente contagiante”. Mas, espere, de tímida eu não tenho nada e muito menos insegura. Ou isso seria só uma dificuldade em assumir o que eu realmente sou? Mas tímida não. Isso não. Sabe quando você tem de fazer um trabalho escolar, por exemplo, e bate aquele desânimo? Seja porque o professor é chato, a aula é chata ou simplesmente porque ele não deu a valorização necessária ao seu trabalho passado e, consequentemente, ele não dará no próximo. Quando o meu amigo me explicou sobre procrastinação, ouvi ele me descrevendo. Dentre tantas outras similaridades que temos, essa com certeza seria a maior. Tudo bem que grande parte das pessoas não sabem que existe um nome para isso, além de preguiça. Mas, não, procrastinar vai muito além. Além da preguiça, do cançaso, da vagabundagem. É alguma desordem psicológica ou fisiológica. É mais ou menos “Um quê de liberdade e um quê de ‘pra sempre” e disso eu não quero me livrar.
- Fernanda Bittencourt

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Depende

Me explica uma coisa... por que eu não posso dizer que uma pessoa é preta quando essa é de fato a cor dela? Sim, porque todo mundo se preocupa com o politicamente correto, mas se esquecem de um outro lado do quesito 'uso dos termos corretos'. Dizer que alguém é branco não é crime nenhum.
Essa semana o representante italiano se dirigiu ao mais novo representante americano como BRONZEADO. Os jornais de todo o mundo levaram isso como uma gafe tremenda. Ok, considerando o histórico de deslizes que o italiano tem, pode-se até pensar que o 'bronzeado' foi mais uma delas. Mas eu pessoalmente não acredito que ele tenha dito por mal.
O próprio Obama disse que não era negro, nem branco, que era mulato. Qual o problema na palavra BRONZEADO? O que eu não entendo é porque fazer tanta tempestade por nada.
Eu acredito que podemos dizer tudo o que queremos para quem quer que seja. O negócio é COMO diremos. Uma mesma palavra pode ser dita de diversas formas e gerar sentimentos diferentes. É aquela velha frase aplicada em física: tudo depende do ponto de vista.
Ah claro! Não poderia esquecer um exemplo CLÁSSICO: já percebeu que os funkeiros adoram se dirigir às mulheres como CACHORRAS? E o engraçado é que elas dançam isso e até aplaudem. Experimenta chamar uma mulher de cachorra na rua pra ver se ela não te denuncia. Sendo assim, diga o que quiser para quem quiser, mas tome cuidado com o ponto de vista.
- Carla Fiacadori