Hoje foi realizada em São Paulo uma espécie de biblioteca ao ar livre. Crianças e adultos se reuniram em vários locais da cidade a fim de praticar a leitura. Os livros foram doados por pessoas comuns, como eu e você, e fizeram toda a diferença no dia de hoje. Ah sim, lembrando que os interessados podem doar livros quando quiserem, seja pra escolas ou para eventos como esse de São Paulo.
O brasileiro lê em média dois livros por ano. Esses dias tive que ouvir de um amigo o seguinte: "O povo não lê. Nós, universitários, temos de aumentar essa média porque isso é uma vergonha." É triste saber disso, mas é a mais pura verdade. Não sei exatamente o motivo dessa falta de curiosidade. Não se pode jogar a culpa só no governo ou só nos professores. Ninguém consegue ensinar algo a quem não quer aprender. O interesse deve partir de cada um. Os jornalistas estão preocupados. Ninguém mais sabe o que fazer para prender a atenção dos jovens. Ok, temos coisas teoricamente mais divertidas pra fazer, mas isso não nos permite esquecer do mundo.
Na primeira parte de A Imprensa discute a Imprensa, realizada pelo Correio Braziliense em parceiria com outros meios de comunicação respeitados, esse assunto foi colocado em cheque. Como fazer para despertar o interesse dos jovens sobre a leitura? Acho que eles não têm muito o que fazer. Todos os tipos de leituras estão aí, ao nosso alcance. Por alguma coisa devemos nos interessar, NÃO É POSSÍVEL!
Em todo caso, o que me chamou muito a atenção foi a frase dita por uma senhora de mais de 80 anos hoje, nessa biblioteca ao ar livre. "O problema é que as pessoas ainda não entenderam que o pão vem do livro", disse ela. Acredito na profundidade dessa frase. Não se trata apenas de pão como alimento, mas como maneira de abrir a mente, de saber em que mundo vivemos e como ele funciona de verdade. E vamos frequentar as bibliotecas fazendo delas uma parte (distante) da nossa casa!
- Carla Fiacadori
