sábado, 4 de outubro de 2008

Lo que pasó, pasó.

Real... as pessoas se apegam demais ao passado. Por que isso? Só porque ele conta toda a nossa história? Só porque é ele quem guarda as lembranças de pessoas queridas? Só porque é ele quem nos ensina? Só porque é graças a ele que agimos de maneira diferente com o passar do tempo? Só porque ele é a primeira das três etapas de nossa vida? Seja pelo que for, nós estamos acostumados a recorrer a ele sempre que necessário... Lembrei de escrever sobre isso por causa de uma música que tem como nome o título desse texto. Quando consideramos algo ou alguém importante não conseguimos esquece-lo e não sabemos reconhecer quando saem de nossas vidas. Sabe aquela história de que quem vive de passado é museu? Pois é. Na prática as coisas são bem diferentes. A vida segue apesar dos pesares, mas isso não quer dizer, necessariamente, que o passado ficou para trás. Ele sempre nos servirá de base. Sempre será nosso refugio ou nossa "dor de cabeça". O passado será sempre a verdade e a certeza que temos a respeito de nós mesmos. Lo que pasó, pasó... mas que vamos usar tudo o que passou como uma maneira de sermos e agirmos diferente... melhor!
- Carla Fiacadori

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Qualquer um hoje pode ser...

...considerado jornalista? Ultimamente é o que se parece, não é mesmo?! Se você for parar pra pensar, vai se deparar com um monte de gente que escreve por aí e tem blog! Não digo que seja ruim ou nada do tipo, longe de mim. Fato é que ser jornalista é exercer uma profissão, assumir responsabilidades, cumprir com horários, regras e acima de tudo saber escrever e fazer uso deste APRENDIZADO para prestar serviço aos cidadãos leitores.

Está em voga no Superior Tribunal Federal o debate que discute a respeito da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. As posições são as mais diversas possíveis: uns afirmam ser contra, enquanto outros se colocam a favor. Os que se posicionam contra muitas vezes são profissionais mais experientes, que já trabalham no ramo há mais tempo e que não possuem diploma referente ao curso de Jornalismo. Isso era bastante comum há alguns anos, uma vez que as redações não funcionavam da maneira como hoje funcionam. Os repórteres desempenhavam uma só função...

O Deputado Pedro Wilson (PT – GO) declarou, em sessão promovida pela Câmara, que “a história do jornalismo no Brasil tem excelentes jornalistas que nem tiveram curso superior, mas, por outro lado, não se pode negar que, nos últimos 20 anos, os jornalistas formados pelas universidades melhoraram os níveis de informação e de capacitação desse profissional”.

Ainda nessa mesma linha, o jornalista e mestre em Ciência política, Nelson Freire Penteado, declarou ao Correio Braziliense que, “O exercício do jornalismo exige cada vez mais profissionais com visão de conjunto e capacidade de articular múltiplos conhecimentos para interpretar e contextualizar as informações”. Para ele, a academia deve contribuir, de maneira insubstituível, para a edificação do caráter profissional dos novos jornalistas, que além de ético precisa estar orientado por firme consciência social.

Sabe-se que hoje as redações assumiram um caráter diferente. O repórter não mais fica por conta só da apuração, ele também escreve e edita, e não se especializa somente em uma área, muitas vezes lhe é destinado a cobrir outras editorias. O debate é ferrenho!

Em sessão promovida pela Câmara, no dia 17 de setembro, os deputados puderam opinar sobre o assunto em questão. O Deputado Magela (PT –DF) afirmou que “há diferença entre a função do jornalista com o papel daquele que esporadicamente escreve opiniões e artigos para o jornal, e que para ele a exigência do diploma é interessante não para os profissionais da imprensa, mas para a sociedade, para que o País possa ter consolidada uma imprensa profissionalizada, imparcial e comprometida”.

Ambos os deputados defendem a regulamentação da profissão com argumentos que são válidos. Os que não votam por tal obrigatoriedade têm razão no sentido de que, os que não possuem diploma de jornalista e perpetuam até hoje nas redações APRENDERAM trabalhando. O mercado exige, entretanto, que o aspirante a jornalista já tenha noções básicas do trabalho que irá desempenhar, pois não há tempo para que possam APRENDER como antes.

O debate ainda está em aberto no Supremo. Para os estudantes de Comunicação/Jornalismo e demais interessados resta lutar pela obrigatoriedade do diploma, já que passamos quatro anos de nossas vidas nos dedicando, estudando e praticando o que gostamos de fazer!

Escrevemos por GOSTO e não somente por hobby como alguns que se dizem jornalistas, fazem por aí!


Ser jornalista é...

Você se mata de trabalhar para ganhar pouco e seu único objetivo é a verdade - em alguns casos, se for ético . Nem sempre você vai escrever o que quer, vai ter um patrão chato, vai ficar gordo e corcunda e vai morrer cedo. Tem deadline, editor, diagramador...

Ainda tem que correr atrás de pessoas ignorantes que se acham acima da mídia, trombar com gente chata, tem que ouvir abobrinha... E mesmo assim não larga mão disso. E o pior, tem gente que acha que não precisa de diploma pra ser igual a nós!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Um pouco de sinceridade, por favor.

A questão é: PUBLICAr ou não PUBLICAr a vida pessoal de uma pessoa PÚBLICA? Dúvida cruel. Creio que devemos usar o bom senso. Mesmo numa fofoca, use o bom senso. Ajuda muito, acredite! O professor deu dois exemplos fáceis de entender como e quando devemos usar o bom senso para publicar uma matéria sobre a vida privada de uma pessoa pública. Que confusão! Os exemplos foram: “Se o Ronaldo ‘fenômeno’ fosse a um motel, seria notícia?” A turma em coro: “NÃÃÃÃO”. E ele continuou: “Mas se o Ronaldo ‘fenômeno’ fosse ao motel em um dia de jogo que ele faltou. Seria notícia? A turma se espantou e aposto que cada um pensou: “Nunca tinha pensado nisso”. Então está certo: depende da situação para que se publique a matéria da vida privada de uma pessoa pública. Entendido. :) Mas já pararam pra pensar porque as pessoas compram e lêem tanto revista de fofocas. Seria ético fofocar? Ler sobre fofocas? Bom, se alguém for responder, vai dizer que não, no entanto, essa mesma pessoa vai preferir ler uma “CARAS” ao invés de uma “ÉPOCA” quando estiver esperando sua vez no dentista. Esses dias eu fiz a mesma coisa esperando a minha mãe experimentar milhões de roupas numa loja. Entrei e dei de cara com muitas revistas. Dentre elas lá estava as revistas de fofocas, algumas de jornalismo científico, entre outras especialidades de revistas. Peguei logo uma de fofoca e fiquei indignada com a matéria de capa: “FULANA PERDE O SEU TERCEIRO DENTINHO”. Pensei: “Poxa, quem seria capaz de perder seu tempo escrevendo uma matéria sobre uma criança que perdeu seu dentinho?” .Mas como eu também era uma inútil lendo aquilo, não comentei nada com ninguém. É triste pensar que uma pessoa que passou quatro anos numa faculdade esteja sujeita a fazer tal tipo de matéria. Fofocas e mais fofocas. Jornalismo? Não sei. Em alguns casos sim. Depende da situação em que a pessoa pública esteja no momento. Pensando bem, profissionalmente, meu lance é outro! Lembrando que: na área profissional, é claro. Uma fofoquinha não faz mal a ninguém.
- Fernanda Bittencourt