sábado, 4 de outubro de 2008
Lo que pasó, pasó.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Qualquer um hoje pode ser...
Está em voga no Superior Tribunal Federal o debate que discute a respeito da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. As posições são as mais diversas possíveis: uns afirmam ser contra, enquanto outros se colocam a favor. Os que se posicionam contra muitas vezes são profissionais mais experientes, que já trabalham no ramo há mais tempo e que não possuem diploma referente ao curso de Jornalismo. Isso era bastante comum há alguns anos, uma vez que as redações não funcionavam da maneira como hoje funcionam. Os repórteres desempenhavam uma só função...
O Deputado Pedro Wilson (PT – GO) declarou, em sessão promovida pela Câmara, que “a história do jornalismo no Brasil tem excelentes jornalistas que nem tiveram curso superior, mas, por outro lado, não se pode negar que, nos últimos 20 anos, os jornalistas formados pelas universidades melhoraram os níveis de informação e de capacitação desse profissional”.
Ainda nessa mesma linha, o jornalista e mestre em Ciência política, Nelson Freire Penteado, declarou ao Correio Braziliense que, “O exercício do jornalismo exige cada vez mais profissionais com visão de conjunto e capacidade de articular múltiplos conhecimentos para interpretar e contextualizar as informações”. Para ele, a academia deve contribuir, de maneira insubstituível, para a edificação do caráter profissional dos novos jornalistas, que além de ético precisa estar orientado por firme consciência social.
Sabe-se que hoje as redações assumiram um caráter diferente. O repórter não mais fica por conta só da apuração, ele também escreve e edita, e não se especializa somente em uma área, muitas vezes lhe é destinado a cobrir outras editorias. O debate é ferrenho!
Em sessão promovida pela Câmara, no dia 17 de setembro, os deputados puderam opinar sobre o assunto em questão. O Deputado Magela (PT –DF) afirmou que “há diferença entre a função do jornalista com o papel daquele que esporadicamente escreve opiniões e artigos para o jornal, e que para ele a exigência do diploma é interessante não para os profissionais da imprensa, mas para a sociedade, para que o País possa ter consolidada uma imprensa profissionalizada, imparcial e comprometida”.
Ambos os deputados defendem a regulamentação da profissão com argumentos que são válidos. Os que não votam por tal obrigatoriedade têm razão no sentido de que, os que não possuem diploma de jornalista e perpetuam até hoje nas redações APRENDERAM trabalhando. O mercado exige, entretanto, que o aspirante a jornalista já tenha noções básicas do trabalho que irá desempenhar, pois não há tempo para que possam APRENDER como antes.
O debate ainda está em aberto no Supremo. Para os estudantes de Comunicação/Jornalismo e demais interessados resta lutar pela obrigatoriedade do diploma, já que passamos quatro anos de nossas vidas nos dedicando, estudando e praticando o que gostamos de fazer!
Escrevemos por GOSTO e não somente por hobby como alguns que se dizem jornalistas, fazem por aí!
Ser jornalista é...
Ainda tem que correr atrás de pessoas ignorantes que se acham acima da mídia, trombar com gente chata, tem que ouvir abobrinha... E mesmo assim não larga mão disso. E o pior, tem gente que acha que não precisa de diploma pra ser igual a nós!