sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Garota prodígio


Ela é baixinha, tem cabelos curtos recheados de cachinhos e sempre usa vestidos. Ela fala mesmo! Não quer nem saber o que os outros vão dizer. Aí é que vem a questão: pra você que ainda não associou a descrição à pessoa, estou me referindo àquela pequena que trabalha no programa de sábado de manhã no SBT – Maísa. Então, voltando ao assunto da questão: de onde surgiu essa criança? Sim, porque ela tem apenas cinco anos, já trabalha, ela dá altos foras nos telespectadores que participam do seu programa, já deu entrevistas, já participou de vários programas do próprio SBT e recentemente foi a um programa do Sílvio Santos (não me recordo qual) e disse algo mais ou menos do tipo “Você tá me chamando de vaca? Vaca é a sua mãe!”. Agora me diz: que tipo de criança é essa? Quando me deparo com cenas assim me questiono sobre várias coisas. Quem manda nessa menina? Sim, porque alguém diz a ela o que deve falar. Não é possível que uma criança dessa idade tenha umas sacadas dessas. No youtube é possível assistir uma série de vídeos nos quais ela aparece. Outra: se hoje ela é assim, imagine como será quando tiver uns 15 anos! De duas, uma: ou ninguém segura essa menina, sua carreira deslancha de vez ou tudo isso não passa de um momento de oba-oba, fama passageira.
A quem a ache fofa e inteligente, mas a quem a tache como ridícula e como objeto de fazer dinheiro e aumentar a audiência. Fato é que a tal Maísa chama atenção. Ela já cantou ao lado de Ivete Sangalo e não fez feio, usou até figurino semelhante ao da cantora.
Vai dizer que você nunca a viu, assistiu um vídeo dela ou já ouviu falar na tal garota? Atire a primeira pedra! Espero que toda essa “veia artística” seja bem canalizada, né!?
- Joana Lamounier

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Contraditório ou não, eis a questão

Já perceberam o tanto que o ser humano é contraditório? Posso estar errada, mas alguns exemplos que darei aqui não passam de mera realidade. Queremos sempre o melhor para nossos filhos, netos, bisnetos, tataranetos; mas insistimos em acabar com a camada ozônio (essa foi forte, né?). E quando adoramos falar, ler ou fofocar da vida dos outros, mas “ái” de fulano se vier falar da nossa vida. É incrível como revistas de fofoca são as que mais vendem nesse país. Se usássemos essa curiosidade toda para algo produtivo, esse país não seria de terceiro mundo, eu garanto. Achamos a coisa mais linda do mundo aqueles golfinhos ou tartarugas marinhas, porém, mesmo assim, continuamos jogando uma grande quantidade de lixo nas praias fazendo com que esses lindos animaizinhos morram por comerem esse nosso lixo. Então vamos parar com esse papo de “Proteja a natureza” porque esse blog ainda não é afiliado com o IBAMA ou algum órgão de proteção aos animais, se bem que é interessante a idéia. =) Hoje estava voltando para a casa de metrô - nesse calor infernal - entrei e tinha um grupo de garotos comentando coisas sobre as mulheres. Eu sei que é falta de educação, mas ouvi a conversa; até porque falar baixo também significa educação e se eles não estavam me respeitando, não senti mal em não respeitá-los também. Dentre milhões de citações, digamos impróprias, um deles soltou uma interessante: “As mulheres gostam mesmo é dos safados”. Na hora deu vontade de entrar na conversa e dizer alguma coisa bem feminista pra ele, mas o pior é que o garoto falava a verdade. Nós, mulheres, vivemos procurando o tal do “príncipe encantado”, aquele que não irá nos fazer sofrer. Entretanto, na maioria das vezes, nos envolvemos com os cachorrões e safados. Dizem que isso é mal de mulher, mas pra mim significa, também, a falta de homens decentes no mercado feminino. Mesmo assim, normalmente, procuramos (p-r-o-c-u-r-a-m-o-s, né?) nos casar com aqueles certinhos e que, aparentemente, não irá nos fazer mal. Talvez esse com qual casamos já foi cachorrão um dia. Afinal, toda mulher tem o sonho de transformar um moleque em homem, diz se não é? Uma contradição estranha, meio surreal. Aliás, a vida é tão surreal que passa a ser contraditória a cada minuto, está sempre mudando. E pra acabar o texto lembrei de uma frase muito boa que li esses dias: “Pra cada HOMEM que faz uma MULHER de IDIOTA, existe uma MULHER pra fazer um IDIOTA virar HOMEM”. A proporção acaba sendo a mesma.
- Fernanda Bittencourt

domingo, 2 de novembro de 2008

Espiral da generalização


Porque a mídia tem que generalizar tanto? Isso já está se tornando “Rotina dos grandes casos generalizados”, aonde o último ocorreu num cenário um tanto quanto conhecido: São Paulo. Aliás, isso é outra generalização: São Paulo = casos catastróficos; Brasília = casos políticos. Como se não houvesse outra coisa nas duas cidades. Pobres paulistas e brasilienses, cercados de desgraças. Mas voltando ao último caso catastrófico em Santo André - SP: o seqüestro da menina Eloá. É indignante a forma como a polícia agiu. Parecia mais um filme de ação, daqueles bem malfeitos. Isso sem contar com a cobertura canalha da mídia. De cinco em cinco minutos entrava um repórter para falar: “A menina permanece refém do sequestrador”. Dava vontade de ligar para a emissora e dizer: “NÓS JÁ SABEMOS DISSO”. Mas o pior ainda estava por vir. Depois do encerramento do caso, os principais e grandes jornais, sobretudo os televisivos, apareciam com reportagens como “Fique de olho: sua filha namora um homem mais velho?” Digníssimos, foi um caso dentre milhões de outros. Existem psicopatas, obsessivos e ciumentos em qualquer idade. E os telespectadores? Com certeza fariam o comentário: “Está vendo fulana, eu sempre falei que ciclano era velho demais para você”. E de novo a mídia destruindo outro caso de amor, paixão e loucura. Então quer dizer que as pessoas só podem se apaixonar por outras que tenham a mesma idade? OKAY, entendido. Mas que nada. Logo as pessoas esquecem, a mídia passa a generalizar outra coisa e assim vai. O ESPIRAL da generalização: acontece! É assim dentro do mundo de “Dane-se a população e o que vai influenciar na vida deles. Vamos ganhar dinheiro”. É o jornalismo como empresa, aonde o lucro é o objetivo principal.

· Observação: peço desculpas pelas palavras chulas usadas no texto. Acontece que assisti um filme brasileiro (Última parada – 174) ontem e ainda não desacostumei das palavras “malcriadas”, já dizia minha avó.
-Fernanda Bittencourt