
Porque a mídia tem que generalizar tanto? Isso já está se tornando “Rotina dos grandes casos generalizados”, aonde o último ocorreu num cenário um tanto quanto conhecido: São Paulo. Aliás, isso é outra generalização: São Paulo = casos catastróficos; Brasília = casos políticos. Como se não houvesse outra coisa nas duas cidades. Pobres paulistas e brasilienses, cercados de desgraças. Mas voltando ao último caso catastrófico em Santo André - SP: o seqüestro da menina Eloá. É indignante a forma como a polícia agiu. Parecia mais um filme de ação, daqueles bem malfeitos. Isso sem contar com a cobertura canalha da mídia. De cinco em cinco minutos entrava um repórter para falar: “A menina permanece refém do sequestrador”. Dava vontade de ligar para a emissora e dizer: “NÓS JÁ SABEMOS DISSO”. Mas o pior ainda estava por vir. Depois do encerramento do caso, os principais e grandes jornais, sobretudo os televisivos, apareciam com reportagens como “Fique de olho: sua filha namora um homem mais velho?” Digníssimos, foi um caso dentre milhões de outros. Existem psicopatas, obsessivos e ciumentos em qualquer idade. E os telespectadores? Com certeza fariam o comentário: “Está vendo fulana, eu sempre falei que ciclano era velho demais para você”. E de novo a mídia destruindo outro caso de amor, paixão e loucura. Então quer dizer que as pessoas só podem se apaixonar por outras que tenham a mesma idade? OKAY, entendido. Mas que nada. Logo as pessoas esquecem, a mídia passa a generalizar outra coisa e assim vai. O ESPIRAL da generalização: acontece! É assim dentro do mundo de “Dane-se a população e o que vai influenciar na vida deles. Vamos ganhar dinheiro”. É o jornalismo como empresa, aonde o lucro é o objetivo principal.
· Observação: peço desculpas pelas palavras chulas usadas no texto. Acontece que assisti um filme brasileiro (Última parada – 174) ontem e ainda não desacostumei das palavras “malcriadas”, já dizia minha avó.
· Observação: peço desculpas pelas palavras chulas usadas no texto. Acontece que assisti um filme brasileiro (Última parada – 174) ontem e ainda não desacostumei das palavras “malcriadas”, já dizia minha avó.
-Fernanda Bittencourt
2 comentários:
É, infelizmente o vemos hoje é essa busca incessante pelo lucro, pelo furo e pela disputa de quem dá a notícia em primeira mão. Será que isso mudará?
Joana.
a midia e a banalizaçao da nossa profissao neh gente? qualquer negocio para ter audiencia, inclusive vidas. como diria ruth de aquino, A QUALQUER PREÇO É UM PREÇO ALTO DEMAIS.
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