sábado, 21 de fevereiro de 2009

Legalização da Maconha




A verdade é que esse assunto está rendendo matérias e matérias em todos os meios de comunicação. Por não ser considerada uma droga química, por especialistas afirmarem que com a legalização da droga, o tráfico deixaria de ser um problema e por se ter ex-presidentes de países com sérios problemas quando o assunto é maconha. Seja por qual for o motivo, esse assunto está dando o que falar pois sempre há uma resposta pra lá de imediata do lado que é contra a legalização.




A maconha é considerada uma droga psiquica, pois o efeito trazido por ela faz com que o usuário acredite não conseguir mais ficar sem seus efeitos. O cigarro é considerado mais agressivo, por exemplo, pois seus componentes são prejudiciais para a parte fisíca do corpo. Mesmo não sendo considerada agressiva, deve-se levar em consideração o fato de a maconha ser a 'porta de entrada' para outros tipos de droga na vida de uma pessoa. Além disso, aquele argumento de que a juventude dos anos 1960 já usava não faz mais sentido. A composição da droga mudou e sua utilidade também. Já não se tem uma juventude em busca de ideais. É juventude perdida que busca nesse tipo de substância uma fuga para os problemas (que muitas vezes não existem). Deve-se lembrar da grande parcela de contrabandistas composta por pessoas da classe média alta.




Alguns dizem que a legalização é uma maneira de conter o tráfico. Sinto informar, mas o tráfico não é de maconha. Essa, qualquer um encontra em qualquer lugar. Ninguém precisa subir o morro pra conseguir. Plantar a droga no quintal de casa é tão fácil quanto plantar em espaços reservados para o jardim na faculdade (acreditem: isso acontece não muito longe de você). Esse é mais um daqueles argumentos sem muito fundamento, mas bem utilizado quando o assunto é comoção.




O apoio de ex-presidentes como Fernando Henrique Cardoso em decisões como essas é valiosíssimo. Alguém que já governou um país como o Brasil deve saber o que diz. Um país cheio de favelas, que é uma das principais rotas internacionais de tráfico, tem em sua população traficantes pra lá de experientes e tem em seu governo políticos plantando equitares e mais equitares de maconha, não é pra qualquer um governar. Espera-se que esses que apoiam saibam mesmo o que estão fazendo.




Não adiantam falar em medidas preventivas. Falar que está liberado mas que não é uma boa idéia usar, será tão eficiente quanto as campanhas contra o cigarro e bebidas alcoólicas. Todos sabem que faz mal, mas continuam usando. Continuam usando e trazendo prejuízos catastróficos para o país. Tanto financeiro quanto na contabilidade de vidas perdidas e famílias destruídas.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Como a Mída constrói a realidade?



Bom gente, esse texto é meu mesmo, mas vale lembrar que foi feito para o trabalho de Teorias da Comunicação. Resolvi postá-lo porque foi difícil parar e analisar essa pergunta. O que os meios de comunicação fazem com a gente? TODOS realmente fazem alguma coisa que possa ser chamada de manipulação? Vamos lá.

Como a mídia constrói a realidade?

Líderes de audiência, pessoas bonitas, saber as preferências da população e usar uma linguagem apropriada são os principais ingredientes que a mídia utiliza para fazer boa programação da qual todos (ou quase todos) se servirão e sairão satisfeitos. A mídia trabalha com a comunicação social e como o próprio nome já diz, ela está em função da sociedade. Sendo assim, precisa ouvi-la também para saber quais os assuntos que mais despertam interesse nos indivíduos de cada grupo. A realidade construída pela mídia é diferente daquela vivida pela população. Só em televisão existe um grupo formado por pessoas de vários cantos do país que passam três meses dentro de uma casa sem poder sair, mas com mordomias com as quais alguns deles jamais sonhariam ter. É o caso dos reality shows como o Big Brother Brasil. Por que isso desperta tanto interesse na população? Talvez observar o comportamento alheio seja interessante. Se identificar com alguém da casa também. Ver as festas, roupas e todos os apetrechos da casa pode ser um grande divertimento. Não importa. O que interessa nesse caso é a construção de uma realidade contrária à de muitas pessoas. Isso atrai a atenção. O mesmo pode-se dizer das novelas. Sempre as más pessoas são punidas, os casais apaixonados ficam juntos e tudo sempre acaba bem com alguma tragédia aqui e ali. A sociedade se identifica com isso. O que dizer então dos jornais? Sejam eles impressos, televisivos ou transmitidos via rádio todos têm sua maneira própria de passar a notícia. Cada jornal acredita em um ponto de vista e na medida do possível, irá defendê-lo. A tão sonhada imparcialidade não existe. As noticias podem ser colocadas na balança, mostrando lados positivos e negativos. Mas até a escolha das palavras caracterizam o interesse do informante. Alguns são voltados positivamente para o governo. Outros alfinetam de forma sutil qualquer atitude de nossos governantes. Há aqueles que acreditam no poder das células-tronco e em seus benefícios. Outros defendem a mesma linha dos católicos e acha o uso das células um absurdo. Como os profissionais de comunicação são, teoricamente, meros informantes da sociedade e como tal não podem expressar opiniões, eles utilizam táticas diferentes para argumentar. Mostram imagens que chocam, batem em cima de uma mesma noticia até que a população entenda o grau de importância dela (leia-se ‘caso Isabela Nardoni’ e ‘caso Eloá’) e em algumas situações apelam para o lado sentimental do individuo. Os meios de comunicação passam o que a população deseja, e é por isso que há uma infinidade de programas, voltados um para cada público. A mídia constrói a realidade em cima do que está mais próximo do individuo para que ele se identifique com a programação.

- Carla Fiacadori

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Como se comportar na festa de fim de ano da empresa

Fim de ano, férias se aproximando, época de festas e mais festas. Uma delas é a festa de confraternização da empresa em que você trabalha, sempre acontece. Animação é ingrediente necessário para o bom desempenho da festinha, mas vá com calma. Tudo tem limite! Você sabe (se não sabe, deveria saber) que lá vão estar todos aqueles que trabalham diariamente com você, que te vêm todos os dias e, querendo ou não, as pessoas comentam qualquer deslize cometido. Você só não pode esquecer que depois a vida continua e você voltará a ver as pessoas que fazem parte do seu círculo de trabalho. Vamos então as regrinhas básicas para que você ou suas atitudes não sejam o assunto da semana seguinte:

1. Comemore com moderação = Não exagere na bebida.
2. Não durma, por mais que você tenha bebido e esteja com sono.
3. Cuidado com o assédio sexual = Não dê em cima do colega de trabalho e (muito menos) do chefe.
4. Se comporte na hora de sentar = Evite saias ou vestidos curtos.
5. Vale também lembrar: evite decotes muito acentuados daqueles que você abaixa pra pegar um salgadinho na mesa e chama a atenção dos convidados.
6. Interaja com os colegas de trabalho = Não fale de trabalho NEM aproveite a oportunidade para pedir um aumento.
7. Não faça fofoca = Não comente sobre a roupa brega da mariazinha ou sobre a atitude abusada do Joãozinho.
8. Se comporte = Não suba em cima da mesa NEM dance funk como se estivesse num baile funk.
9. Cuidado com o jeito de falar = Não ria alto demais.

É isso aí, depois das dicas você pode curtir a vontade o dia de festa da empresa!
- Joana Lamounier

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

E então, qual é o seu pedido?


"Eu escolho amizades verdadeiras". Passeando pela EPTG, me deparo com essa frase. Um agência de telefonia móvel. O que tem a ver uma coisa com a outra não importa, no momento. Fato é que aquilo me chamou atenção. Outro dia estava aqui perto de casa e vi outra propaganda da tal telefonia móvel. Fiquei pensando quais seriam as minhas escolhas. Se fossem coisas para se escolher e acontecer - sem efeitos colaterais, consequências desastrosas ou coisas do gênero. Vamos a lista: escolho um Chedar Mc Melt com batatinha e coca ZERO para equilibrar qualquer peso na consciência - só na consciência, pois nesse meu mundo não existem efeitos colaterais, inclusive o de engordar. Escolho ter dinheiro para o que eu precisar comprar, nem de mais, nem de menos, mas sim o necessário para as minhas necessidades - incluindo aquela bolsa Luis Vuitton que não é da feira. Escolho pais compreensíveis, que não me impessam de sair na segunda e voltar no domingo. Escolho viagens longas, daquelas que você não se peoucupa com o tempo e nem com a folga do trabalho que deverá acabar. Escolho professores que encerrem as aulas duas semanas antes que os colegas de outro curso, só pra poder passar vontade neles. Escolho relacionamentos sem cobranças, mas que atendam as minhas ligações e sem desculpas, por favor. Escolho sinceridade, acima de tudo. Então, nada de escolher políticos honestos, a paz para o mundo ou coisa do tipo. Aposto que não seriam essas as suas escolhas diante de um gênio da lâmpada. Não sou egoísta ou egocêntrica, só estou fazendo as minhas escolhas. Dá liçença? :) Escolho ter auto-estima elevada todos os dias, porque, para mim, auto-estima é a alma do negócio. Escolho passar a maior parte do meu tempo fazendo o que realmente gosto, sem cobranças. Afinal, quem nunca detestou ler um livro por pressão? Se fosse por livre espontânea vontade, aposto que seria mais interessante. Escolho poder fazer inúmeras escolhas, escolho sonhar e, acima de tudo, escolho amizades verdadeiras. De fato, a propaganda estava certa: nada como AMIZADES VERDADEIRAS.


- Fernanda Bittencourt

sábado, 29 de novembro de 2008

Catástrofe e Vergonha

Santa Catarina está alagada. As fortes tempestades que caem há mais de uma semana fez, e continua fazendo, vítimas. Quem teve a sorte de não perder a vida, teve o azar de perder a casa. Depois que a chuva dá uma trégua, a população corre para salvar o que restou (ou para se lamentar por tudo que perdeu). Alguns tentam salvar cama, roupas, sofás. Outros se preocupam em salvar fotos, lembranças mais simbólicas. O desespero se espalha. É a mãe que perdeu o filho, a tia que perdeu o marido. Não importa. A tristeza está estampada no rosto do estado.


Não bastasse isso, um novo problema surgiu: os saqueadores. Como alguém pode se aproveitar de uma situação dessas para saquear casas que já não tem quase nada a não ser os registros de uma catástrofe? É uma vergonha. A força militar do estado teve de estipular horário de circulação de pessoas nas ruas. Caso você esteja em Santa Catarina, favor não colocar os pés para fora de sua casa depois das dez da noite se não quiser dar satisfações aos policiais. Você pode ser confundido com um saqueador. Algo MUITO conveniente, não é mesmo?


Maaaaas nem tudo está perdido. Mesmo com toda essa calamidade, os menos prejudicados ainda têm tempo de socorrer quem perdeu tudo. Em um país com tanta desigualdade ainda podemos ver um traço forte de solidariedade. Uns permitindo que estranhos se acomodem em suas próprias casas, outros trabalhando como voluntários em alojamentos e ajuda vinda de todos os cantos do país. A nação se mobiliza com o problema alheio. Ao contrário do que muitos pensam, o país não está perdido. Caso você concorde comigo, pode procurar o lugar mais próximo e doar roupas, remédios, dinheiro ou o que puder. Sua consciência agradece!
- Carla Fernanda Fiacadori

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O preço da FAMA


Ser famoso, reconhecido, dar autógrafos, tirar fotos, tudo em nome do estrelato. Tá, confesso, que deve ser legal e prazeroso, mas até certo ponto! Imagina só a cena: você está em casa, na maior paz do mundo, vendo sua novela, comendo pipoca, na companhia do seu cachorro e o telefone não pára de tocar. Outra: você está na rua e percebe, como ninguém, que está sendo seguido por um paparazzi. Mais uma: você está lá na praia, na boa, curtindo os ares frescos do mar, se bronzeando com o sol leve da manhã, deitado na areia, quando vem um fã te torrar pedindo um autógrafo, querendo bater aquele papo as exatas 8 horas da manhã. Ou ainda: você vai naquela festa, aquela que pede figurino especial, mas em compensação é aquela festa na qual você sabe que vai ter que dar milhões de entrevistas, fingir ser super simpático e tudo mais. É né, tem hora que essa história de ser famoso deve cansar. Ah, mas e o lado bom? Todo mundo sabe: você vira estrela, aparece nas capas de revistas, é convidado para ir a várias festas, conhece outros artistas do meio, dá entrevistas, aparece na televisão, ganha dinheiro para desfilar – depois vem o abuso né! É só ficar famoso pra querer cobrar horrores pra ir num evento ou desfilar por meros dois minutos. Porém, haja paciência! Dependendo do grau de fama do artista ele não pode nem dar um espirro que isso já vira pauta pra alguns programas de fofocas. Não vou nem entrar no mérito da qualidade desses tipos de programas, porque, sinceramente, acho que não vale a pena. Quando o famoso em questão é mulher, coitada. Se ela come um pedaço de bolo de chocolate, está gorda. Se é vista bebendo uma latinha de cerveja, hum, está bêbada. Se é vista com um amigo, está quase casada. Haja criatividade! Não sei como os artistas lidam com a fama, mas também, eles têm dinheiro – pra bancar assessor e outras coisas do tipo - não deve ser tão complicado assim. Mas já li em várias revistas que muitos deles se pudessem gostariam de ser anônimos por pelo menos um dia, para poder andar pelas ruas e não ser reconhecido por ninguém. Doce ilusão. Está aí uma ação que nós - os não famosos - podemos praticar sem limites.
- Joana Lamounier

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Um novo jornalismo?


No programa "Custe o que custar", da Rede Bandeirantes, o jornalista e humorista, Rafinha Bastos, apresenta o quadro de denúncia "Proteste Já". No quadro, o apresentador e repórter da matéria em questão não faz qualquer alusão à da objetividade. É certo que ele utiliza de muitos métodos e técnicas do jornalismo, mas é certo, também, que a objetividade não está incluída nisso. Sobretudo no início do quadro, Rafinha começa contando uma história, para depois chegar às entrevistas e a apuração dos fatos. Ele abandona qualquer pretensão de objetividade e se mistura profundamente com a ação, como no Gonzo Journalism. O Gonzo Journalism é uma ramificação do New Journalism, considerado um ramo literário não-ficcional do jornalismo clássico. Autores como Tom Wolfe, Truman Capote, Kurt Vonnegut, Gay Talese, Norman Mailer são considerados pilares do movimento. A questão é se essa nova ramificação pode ser considerada uma forma de jornalismo, devido à falta de objetividade e pela não seriedade com que a notícia é tratada, fugindo a todas as regras básicas do jornalismo. De qualquer forma, o apresentador do quadro consegue atrair o interesse do público, para que esse –em sua grande maioria de jovens - realmente veja o problema e se interesse pela solução do fato. Há quem concorde ou não com essa nova moda do jornalismo. Por assim dizer, o jornalismo mais light, humorista que atrela o telespectador em sua poltrona. Não há como desgrudar o olho da televisão enquanto o quadro está passando. É simples: a informação é passada, as pessoas entendem e até se envolvem com o caso. Mas para o jornalismo clássico e para muitos jornalistas, esse tipo de ramificação - Gonzo Journalism - não pode ser considerado jornalismo. No entanto, concordo haver uma falta de sobretudo, objetividade - um dos principais pilares para um bom jornalismo -, mas também não deixo de assistir ao Proteste Já de Rafinha Bastos. :) Uma eterna contradição!


. Observação: esse post é uma prova de que trabalho de faculdade também pode ser divertido.
- Fernanda Bittencourt