sábado, 13 de dezembro de 2008

Como a Mída constrói a realidade?



Bom gente, esse texto é meu mesmo, mas vale lembrar que foi feito para o trabalho de Teorias da Comunicação. Resolvi postá-lo porque foi difícil parar e analisar essa pergunta. O que os meios de comunicação fazem com a gente? TODOS realmente fazem alguma coisa que possa ser chamada de manipulação? Vamos lá.

Como a mídia constrói a realidade?

Líderes de audiência, pessoas bonitas, saber as preferências da população e usar uma linguagem apropriada são os principais ingredientes que a mídia utiliza para fazer boa programação da qual todos (ou quase todos) se servirão e sairão satisfeitos. A mídia trabalha com a comunicação social e como o próprio nome já diz, ela está em função da sociedade. Sendo assim, precisa ouvi-la também para saber quais os assuntos que mais despertam interesse nos indivíduos de cada grupo. A realidade construída pela mídia é diferente daquela vivida pela população. Só em televisão existe um grupo formado por pessoas de vários cantos do país que passam três meses dentro de uma casa sem poder sair, mas com mordomias com as quais alguns deles jamais sonhariam ter. É o caso dos reality shows como o Big Brother Brasil. Por que isso desperta tanto interesse na população? Talvez observar o comportamento alheio seja interessante. Se identificar com alguém da casa também. Ver as festas, roupas e todos os apetrechos da casa pode ser um grande divertimento. Não importa. O que interessa nesse caso é a construção de uma realidade contrária à de muitas pessoas. Isso atrai a atenção. O mesmo pode-se dizer das novelas. Sempre as más pessoas são punidas, os casais apaixonados ficam juntos e tudo sempre acaba bem com alguma tragédia aqui e ali. A sociedade se identifica com isso. O que dizer então dos jornais? Sejam eles impressos, televisivos ou transmitidos via rádio todos têm sua maneira própria de passar a notícia. Cada jornal acredita em um ponto de vista e na medida do possível, irá defendê-lo. A tão sonhada imparcialidade não existe. As noticias podem ser colocadas na balança, mostrando lados positivos e negativos. Mas até a escolha das palavras caracterizam o interesse do informante. Alguns são voltados positivamente para o governo. Outros alfinetam de forma sutil qualquer atitude de nossos governantes. Há aqueles que acreditam no poder das células-tronco e em seus benefícios. Outros defendem a mesma linha dos católicos e acha o uso das células um absurdo. Como os profissionais de comunicação são, teoricamente, meros informantes da sociedade e como tal não podem expressar opiniões, eles utilizam táticas diferentes para argumentar. Mostram imagens que chocam, batem em cima de uma mesma noticia até que a população entenda o grau de importância dela (leia-se ‘caso Isabela Nardoni’ e ‘caso Eloá’) e em algumas situações apelam para o lado sentimental do individuo. Os meios de comunicação passam o que a população deseja, e é por isso que há uma infinidade de programas, voltados um para cada público. A mídia constrói a realidade em cima do que está mais próximo do individuo para que ele se identifique com a programação.

- Carla Fiacadori

2 comentários:

Carla Fiacadori, Fernanda Bittencourt ou Joana Lamounier disse...

CONCERTEZA. Ultimamente (com relação aos jornais), utiliza-se mais um método mercadológico e administrativo do que o eticamente correto, segundo o jornalismo clássico. E tudo continua ótimo! Onde vamos parar?

Beijo, Carlinha.

Nanda

Carla Fiacadori, Fernanda Bittencourt ou Joana Lamounier disse...

Ps. adorei a foto! :D