sábado, 29 de novembro de 2008

Catástrofe e Vergonha

Santa Catarina está alagada. As fortes tempestades que caem há mais de uma semana fez, e continua fazendo, vítimas. Quem teve a sorte de não perder a vida, teve o azar de perder a casa. Depois que a chuva dá uma trégua, a população corre para salvar o que restou (ou para se lamentar por tudo que perdeu). Alguns tentam salvar cama, roupas, sofás. Outros se preocupam em salvar fotos, lembranças mais simbólicas. O desespero se espalha. É a mãe que perdeu o filho, a tia que perdeu o marido. Não importa. A tristeza está estampada no rosto do estado.


Não bastasse isso, um novo problema surgiu: os saqueadores. Como alguém pode se aproveitar de uma situação dessas para saquear casas que já não tem quase nada a não ser os registros de uma catástrofe? É uma vergonha. A força militar do estado teve de estipular horário de circulação de pessoas nas ruas. Caso você esteja em Santa Catarina, favor não colocar os pés para fora de sua casa depois das dez da noite se não quiser dar satisfações aos policiais. Você pode ser confundido com um saqueador. Algo MUITO conveniente, não é mesmo?


Maaaaas nem tudo está perdido. Mesmo com toda essa calamidade, os menos prejudicados ainda têm tempo de socorrer quem perdeu tudo. Em um país com tanta desigualdade ainda podemos ver um traço forte de solidariedade. Uns permitindo que estranhos se acomodem em suas próprias casas, outros trabalhando como voluntários em alojamentos e ajuda vinda de todos os cantos do país. A nação se mobiliza com o problema alheio. Ao contrário do que muitos pensam, o país não está perdido. Caso você concorde comigo, pode procurar o lugar mais próximo e doar roupas, remédios, dinheiro ou o que puder. Sua consciência agradece!
- Carla Fernanda Fiacadori

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O preço da FAMA


Ser famoso, reconhecido, dar autógrafos, tirar fotos, tudo em nome do estrelato. Tá, confesso, que deve ser legal e prazeroso, mas até certo ponto! Imagina só a cena: você está em casa, na maior paz do mundo, vendo sua novela, comendo pipoca, na companhia do seu cachorro e o telefone não pára de tocar. Outra: você está na rua e percebe, como ninguém, que está sendo seguido por um paparazzi. Mais uma: você está lá na praia, na boa, curtindo os ares frescos do mar, se bronzeando com o sol leve da manhã, deitado na areia, quando vem um fã te torrar pedindo um autógrafo, querendo bater aquele papo as exatas 8 horas da manhã. Ou ainda: você vai naquela festa, aquela que pede figurino especial, mas em compensação é aquela festa na qual você sabe que vai ter que dar milhões de entrevistas, fingir ser super simpático e tudo mais. É né, tem hora que essa história de ser famoso deve cansar. Ah, mas e o lado bom? Todo mundo sabe: você vira estrela, aparece nas capas de revistas, é convidado para ir a várias festas, conhece outros artistas do meio, dá entrevistas, aparece na televisão, ganha dinheiro para desfilar – depois vem o abuso né! É só ficar famoso pra querer cobrar horrores pra ir num evento ou desfilar por meros dois minutos. Porém, haja paciência! Dependendo do grau de fama do artista ele não pode nem dar um espirro que isso já vira pauta pra alguns programas de fofocas. Não vou nem entrar no mérito da qualidade desses tipos de programas, porque, sinceramente, acho que não vale a pena. Quando o famoso em questão é mulher, coitada. Se ela come um pedaço de bolo de chocolate, está gorda. Se é vista bebendo uma latinha de cerveja, hum, está bêbada. Se é vista com um amigo, está quase casada. Haja criatividade! Não sei como os artistas lidam com a fama, mas também, eles têm dinheiro – pra bancar assessor e outras coisas do tipo - não deve ser tão complicado assim. Mas já li em várias revistas que muitos deles se pudessem gostariam de ser anônimos por pelo menos um dia, para poder andar pelas ruas e não ser reconhecido por ninguém. Doce ilusão. Está aí uma ação que nós - os não famosos - podemos praticar sem limites.
- Joana Lamounier

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Um novo jornalismo?


No programa "Custe o que custar", da Rede Bandeirantes, o jornalista e humorista, Rafinha Bastos, apresenta o quadro de denúncia "Proteste Já". No quadro, o apresentador e repórter da matéria em questão não faz qualquer alusão à da objetividade. É certo que ele utiliza de muitos métodos e técnicas do jornalismo, mas é certo, também, que a objetividade não está incluída nisso. Sobretudo no início do quadro, Rafinha começa contando uma história, para depois chegar às entrevistas e a apuração dos fatos. Ele abandona qualquer pretensão de objetividade e se mistura profundamente com a ação, como no Gonzo Journalism. O Gonzo Journalism é uma ramificação do New Journalism, considerado um ramo literário não-ficcional do jornalismo clássico. Autores como Tom Wolfe, Truman Capote, Kurt Vonnegut, Gay Talese, Norman Mailer são considerados pilares do movimento. A questão é se essa nova ramificação pode ser considerada uma forma de jornalismo, devido à falta de objetividade e pela não seriedade com que a notícia é tratada, fugindo a todas as regras básicas do jornalismo. De qualquer forma, o apresentador do quadro consegue atrair o interesse do público, para que esse –em sua grande maioria de jovens - realmente veja o problema e se interesse pela solução do fato. Há quem concorde ou não com essa nova moda do jornalismo. Por assim dizer, o jornalismo mais light, humorista que atrela o telespectador em sua poltrona. Não há como desgrudar o olho da televisão enquanto o quadro está passando. É simples: a informação é passada, as pessoas entendem e até se envolvem com o caso. Mas para o jornalismo clássico e para muitos jornalistas, esse tipo de ramificação - Gonzo Journalism - não pode ser considerado jornalismo. No entanto, concordo haver uma falta de sobretudo, objetividade - um dos principais pilares para um bom jornalismo -, mas também não deixo de assistir ao Proteste Já de Rafinha Bastos. :) Uma eterna contradição!


. Observação: esse post é uma prova de que trabalho de faculdade também pode ser divertido.
- Fernanda Bittencourt